Olha pra esse cachorrinho. Bonitinho ele, né? Inofensivo, né? Sabia que se esse cachorrinho fosse de verdade, ele podia te arrancar um pedaço da perna? Pois é. Mas ele não faria isso por nada, de modo algum. Só se tu mexesse com ele, fosse inticar com o bicho.Diferentemente desse humilde e querido cachorrinho de papel, nós não somos assim tão inocentes, puritanos, queridos e de olhinhos amendoados. Na verdade, até somos, mas só quando é conveniente.
Pra que mentir? Enganar, passar pra trás, sacanear, chutar, surrupiar, larapiar... será que é genético? Porque desde mil e lá vai pedrada ANTES DE CRISTO, isso já rolava à soga, numa boa. Sempre rolou. Fulano engana Ciclano, que mente pro Biltrano, pra levar uma vantagem em cima do único pobre coitado que não tá LIGADO no esquema, que geralmente é alguém que tem algum PRINCÍPIO.
Ah, o princípio, o valor. Dolorido falar disso. Analisa, meu querido, quantas mentiras tu contou pra estar onde tu estás. Tens teu perfil bonitão lá, gatão, falando umas coisas legais e altamente ideológicas, valorizando família, amigos, amando todo mundo que entrar nesse teu CÍRCULO BRANDO de amizades seletas altamente generalizadas. Tu chegas a ficar PUTO quando alguém te aborrece por tu ter princípios ou moral. Essa gente não tem mais hoje em dia. Se tu, guria bonita, der o rabo pra trezentos, tu é uma puta, uma vadia. Mas se tu não der pra ninguém, tu é uma noob. Tu aí, magrão: se tu não comer nenhuma, tu és o gurizinho viadinho, mas se tu comer várias, tu te queima por ser galinha. Tão fazendo das tripas um coração pra se encaixar nas exigências do círculo de amizades.
Enquanto isso, o que tu tá cagando e andando, são as únicas coisas pela qual vale a pena morrer. Tua honra, teus princípios, teu amor.
Perdeste teu amor por si próprio no mesmo momento em que fostes manufaturado.
Agora chupa essa manga sozinho, José.
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