domingo, 28 de março de 2010

Ago

Recordo ainda, e nada mais importa;
Aqueles dias de uma luz tão mansa
que me deixavam, sempre, de lembrança
algum brinquedo novo à minha porta.

Mas veio um vento de desesperança,
Soprando cinzas pela noite morta,
e pendurou na galharia torta
todos meus brinquedos de criança.

Estrada afora segui, mas ai...
embora idade e senso eu aparente,
não vos iluda o velho que aqui vai...

Eu quero meus brinquedos novamente,
Sou um pobre menino... acreditai...
que envelheceu, um dia, de repente...

M.Q

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