domingo, 14 de fevereiro de 2010

Vila

Morar em vila é uma arte. Pode parecer tenso eu dizer isso, mas é verdade. Engana-se redondamente quem pensa que pra tu ter uma cabeça mais virada pro lado clássico das coisas, tu tem que ter uma criação de leite com pêra e Ovomaltine. Mentira.
Eu nasci, fui criado, e moro em vila. A mesma vila desde sempre. E é uma vila das legítimas. A duas casas da minha, tem uma casa cheia de fofoqueiros, e colado na minha casa, tem um buteco. Do outro lado tem uma mecânica e outro buteco. Eu tenho uma parente morando perto, a rua é INFESTADA de cachorros, e eventualmente, aparecem alguns bêbados; discretos, porque são respeitosos e não incomodam ninguém.
Mas ainda assim é uma vila. Se faltar luz, o primeiro lugar que cai, é aqui. A iluminação dos postes é sim, por muitas vezes, precária, e rezar pra não chover e alagar tudo faz parte da criação desde bebezinho. Não tô sendo dramático, é a real, e sei que tem gente que se identifica com isso. A rua é esburacada e mal sinalizada. Mesmo assim, eu não trocaria isso, atualmente, pra morar no centro. Talvez sejam os laços afetivos, ou quem sabe eu acostumei com os pontos negativos, e eles não são assim tão mais negativos. Talvez... porque, sabe velho, por mais que tudo isso aconteça por aqui...


nunca nenhuma casa foi assaltada.

São princípios. Só princípios.

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